Da série mensal de registros subtrai-se a média móvel centrada de 60 meses, para remover a tendência de melhoria da notificação, e o resíduo é padronizado pela climatologia de cada mês do calendário. O contraste de uma célula região × grupo é a diferença entre a anomalia média sob El Niño e sob La Niña, em desvios-padrão; uma célula só é marcada como robusta se o contraste for de pelo menos 0,15 desvio-padrão em módulo e houver ao menos 500 registros.
As correlações defasadas comparam a anomalia de registros (após transformação log(1+x)) com o ONI de 0 a 18 meses antes. O limiar de significância é ±2/√nef, em que nef é o número efetivo de observações corrigido pela autocorrelação das séries (Bretherton et al., 1999). Como o ONI é fortemente autocorrelacionado, defasagens vizinhas não são distinguíveis: a leitura correta é por janelas, não por picos exatos. Os episódios seguem a regra da NOAA (cinco ou mais temporadas trimestrais consecutivas com |ONI| ≥ 0,5 °C) e seus excessos são comparados aos meses neutros de uma janela local de ±3 anos.
Exemplo publicado na tela: para o Norte e o grupo climatológico, a correlação máxima ocorre com seis meses de defasagem (r = 0,31, limiar 0,18). O painel também mostra a taxa de mortos sob La Niña com e sem janeiro de 2011 (Região Serrana do Rio de Janeiro), porque um único mês domina a média.