FERAH · ModelagemMIDR · SEDEC · DPM
MIDRSEDECDPMProjetosFERAHModelagem hidrológica
Sistema em protótipo funcional · resultados consolidados em relatório técnico · atualizado em 30/09/2026
FERAH · sistema Modelagem hidrológica

Vazão para qualquer rio do Brasil, com ou sem estação

Modelagem chuva-vazão calibrada em toda a rede e regionalização validada para os 464 mil trechos da hidrografia nacional

Estágio: protótipo funcional, resultados consolidados em relatório técnico Atualizado em 30/09/2026 Acesso restrito: ambiente interno do DPM

O Brasil mede vazão em cerca de 4.500 pontos e tem 464.067 trechos de rio mapeados. Este sistema calibra sete modelos chuva-vazão em cada estação com dado, aprende com esse acervo o que funciona em cada clima e transfere o conhecimento para os trechos sem medição, entregando vazões características, série diária e a incerteza de cada número.

O resultado é um produto nacional inédito: disponibilidade hídrica trecho a trecho, com classe de confiança auditada contra estações reais e contra a regionalização estatística da ANA.

Q95 específica regionalizada em 464.067 trechos. A vazão de estiagem por unidade de área desenha o gradiente hidrológico nacional, com cada valor acompanhado de intervalo de incerteza e classe de confiança. Conjunto dos sete modelos, esquema PSDI-OUT com cinco doadores. Fonte: relatório técnico do sistema.Ampliar imagem

O acervo em números

171.836
ajustes de calibração independentes
7 modelos × 4 funções objetivo × 2 fontes de chuva
3.496
estações fluviométricas calibradas com a chuva Xavier; 2.641 com a chuva MERGE
rede da ANA, séries de 1961 a hoje
65milhões
combinações avaliadas no estudo de regionalização
14 esquemas × 7 limiares × 20 doadores × 3 períodos
464.067
trechos da BHO 2017 com vazões, incerteza e classe de confiança
série diária gerada sob demanda
O problema

Uma estação para cada cem trechos de rio

A rede fluviométrica brasileira é uma das maiores do mundo, mas a rede de drenagem mapeada é imensamente maior. Para a maioria dos rios não existe régua, e toda decisão sobre água em um trecho não monitorado depende de transferir informação dos poucos pontos medidos para a vasta maioria não medida: outorga de captação, projeto de travessia ou barragem, estudo de disponibilidade, delimitação de área inundável, previsão de cheia.

A resposta tradicional no país é a regionalização estatística: regressões de vazões características contra área de drenagem e chuva. Ela é robusta e continua útil, mas entrega apenas alguns quantis fixos. Não produz o hidrograma, não representa a variação entre anos, não acompanha mudanças na chuva e não se acopla a modelos de previsão.

A alternativa consolidada pela comunidade internacional na década das Previsões em Bacias sem Monitoramento (PUB, na sigla em inglês) é a regionalização de parâmetros de modelos chuva-vazão: calibrar modelos onde há dados e transferir os parâmetros para onde não há. Em qualquer ponto obtém-se a série diária completa e tudo o que dela deriva.

O que este sistema faz de ponta a ponta

  1. Calibra sete modelos chuva-vazão em cada estação com série suficiente, com duas fontes de chuva e quatro critérios de ajuste.
  2. Mede, no próprio acervo, qual método de transferência funciona no Brasil, com quantos doadores e com que expectativa de erro.
  3. Aplica o método vencedor a toda a rede e entrega, para cada trecho, vazões características com intervalo de incerteza e classe de confiança.
  4. Gera a série diária de qualquer trecho sob demanda, sem armazenar séries por trecho.
Calibração nacional

Sete modelos, duas chuvas, quatro objetivos: o que a modelagem consegue em cada região

Cada modelo foi calibrado de forma independente em cada estação, com validação em período separado. O acervo resultante descreve, com honestidade estatística, onde a modelagem conceitual funciona e onde falha.

SMAP-D8 parâmetros · Brasil, 1982
IPH-D12 parâmetros · IPH/UFRGS
GR4J4 parâmetros · França, 2003
HBV9 parâmetros · Suécia
AWBM8 parâmetros · Austrália
SAC-SMA13 parâmetros · EUA
AWBM-SA11 parâmetros · variante criada aqui para o semiárido
Onde o modelo funciona. Eficiência de Kling-Gupta (KGE) na validação, melhor dos sete modelos por estação, nas duas fontes de chuva. A mediana nacional é 0,732 na Xavier e 0,717 no MERGE. O padrão espacial antecipa tudo o que se segue: alto e homogêneo no Sul, Sudeste e calha amazônica; degradação sistemática no semiárido.Ampliar imagem
Um ajuste típico. Estação 58755000, modelo AWBM-SA: a partição cronológica separa o que o modelo aprendeu (calibração, KGE 0,868) do que ele generaliza (validação, 0,802).Ampliar imagem
Nenhum modelo domina. Medianas de validação de 0,59 (SMAP-D) a 0,68 (AWBM-SA). A distância entre calibração e validação, cerca de 0,15 de KGE, é a régua do custo de generalização.Ampliar imagem
Um objetivo único deixa desempenho na mesa. Pelo melhor NSE de validação por estação, a busca por NSE vence em 38% delas, a NSE-log em 27%, a MAPE em 21% e a KGE em apenas 14%. Ter as quatro elevou de 2.175 para 2.655 as estações com modelo aceitável.Ampliar imagem
61% → 79%

Estações com modelo aceitável

Duas fontes de chuva e quatro funções objetivo, combinadas, elevaram de 61% para 79% a fração do universo com dado que tem modelo aceitável. As duas dimensões quase não se sobrepõem (16%): a chuva e o objetivo corrigem falhas diferentes.

+0,173 KGE

O MERGE ganha nas bacias grandes

Recalibrar com a chuva de satélite corrigida por pluviômetros melhora as bacias acima de 50 mil km² em 0,173 de NSE; quase nada abaixo de 5 mil. O satélite integra melhor a chuva onde a rede de postos é esparsa.

2 redes

As duas chuvas cobrem épocas diferentes

A Xavier alcança a rede histórica (a maior parte das estações que só ela cobre parou de medir antes de 2000); o MERGE alcança a rede em operação, até ontem. Escolher a melhor por estação foi o achado de maior consequência prática.

Regionalização

Que parâmetros usar onde não há régua: a resposta medida no acervo brasileiro

O estudo replicou no Brasil o protocolo comparativo mais abrangente da literatura recente (Qi et al., 2022, com 2.277 bacias em seis continentes) e acrescentou dois testes de validação espacial que o artigo não fez. Cada estação foi tratada como se não tivesse régua, e a vazão estimada a partir das vizinhas foi comparada com a observada.

PSDI-OUT

O método que vence nos sete modelos

Doadores parecidos em clima e relevo e próximos, com a média ponderada dos hidrogramas de cinco deles. KGE mediano de 0,58 a 0,63 conforme o modelo, contra 0,71 a 0,80 da calibração local. Vence de novo, nos sete modelos, quando o estudo é repetido com a outra chuva.

26 km

Rede densa muda a resposta

Os cinco doadores mais similares estão, em mediana, a 26 km do alvo. Com essa densidade, a distância deixa de discriminar e os descritores físicos desempatam. É por isso que o campeão daqui difere do campeão global.

0,07 KGE

Quanto o teste clássico infla

Retirar só as estações do mesmo rio derruba o desempenho em 0,07. Retirar a região hidrográfica inteira faz a proximidade desabar (0,34 a 0,39) enquanto a similaridade física segura (0,42 a 0,45). Para bacia isolada, a expectativa honesta é KGE de 0,49 a 0,55.

A ordem é estável. Similaridade com distância supera similaridade, que supera proximidade; transferir hidrogramas supera transferir parâmetros; média nacional e regressão linear não são alternativas competitivas.Ampliar imagem
"Parecido" viaja melhor que "perto". Sem a própria região hidrográfica, a proximidade espacial colapsa em todos os sete modelos e a similaridade física sustenta. Contribuição deste estudo ao protocolo de referência.Ampliar imagem
O custo de não ter estação, ponto a ponto. Úmido cerca de 0,67; transição 0,55 a 0,60; semiárido 0,27 a 0,46; árido 0,18 a 0,24. A perda mediana em relação à calibração local é de 0,13 a 0,17 de KGE, menor que a régua de 0,20 do artigo de referência.Ampliar imagem
A replicação é bem-sucedida. A configuração exata do artigo, avaliada no Brasil, entrega 0,553 a 0,598, dentro ou acima da faixa global de 0,529 a 0,558. O acervo brasileiro é, se algo, mais favorável, pela densidade da rede.Ampliar imagem

Cinco doadores bastam

A curva de ganho sobe forte até cinco doadores e fica plana depois. Exigir doadores muito bons esvazia a vizinhança e força doadores distantes: o limiar de KGE 0,5 é o equilíbrio.

O conjunto dos sete é a melhor estimativa

A média dos sete hidrogramas regionalizados atinge KGE 0,638 e vence o melhor modelo único em 59% das estações, sem usar nenhum dado do alvo. Por isso o produto nacional é o conjunto.

A equifinalidade não pesa

Dez calibrações independentes por estação e modelo: transferir um conjunto sorteado muda as medianas em no máximo 0,02, sem direção. A escolha do conjunto calibrado não é fonte relevante de incerteza.

A rede inteira

464.067 trechos com vazão, incerteza e classe de confiança

O esquema vencedor foi aplicado a todas as ottobacias da Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO 2017). Armazenam-se apenas os produtos estatísticos; a série diária de qualquer trecho é reconstruída sob demanda, em milissegundos a poucos segundos. Toda a fase executa em cerca de duas horas numa estação de trabalho comum e ocupa 4 GB.

Legível sem legenda. O Sul-Sudeste úmido e denso de estações em A; o semiárido em C e D pela física, não pela distância; as porções estrangeiras das bacias em C e D pela extrapolação de domínio. O índice é validado contra o desempenho realizado nas estações (correlação de postos 0,46).Ampliar imagem

Classes de confiança no produto nacional

A · 137.052 (29,5%) B · 177.332 (38,2%) C · 105.382 (22,7%) D · 44.301 (9,5%)

O índice combina o desempenho esperado do clima, a distância aos doadores e a extrapolação de domínio, a concordância entre os sete modelos e a validação externa. A auditoria cruzada com a regionalização estatística da ANA confirma a ordem das classes com monotonia perfeita: a razão entre os dois métodos é 0,99 na classe A, 0,97 na B, 0,86 na C e 0,67 na D.

O que se passa a poder fazer em qualquer trecho

  • Disponibilidade hídrica onde não há estação: Q95 e Q90 com intervalo de 80% calibrado, base técnica para outorga e balanço demanda × oferta.
  • Estudos locais para captações, pequenas centrais, travessias e enquadramento, em minutos, com a incerteza declarada.
  • Lâmina de referência: a vazão regionalizada encontra a curva-chave regionalizada do trecho e vira profundidade e largura de referência (junção com o HydroTable/HAND-BR).
  • Previsão em bacia não monitorada: o conjunto pode ser rodado para a frente com chuva prevista em qualquer ottobacia.
Por que a distância mediana é 200 km. Nas estações os doadores estão a 26 km; na malha inteira, a 200 km, porque ela inclui tudo o que a rede nunca cobriu. O mapa da direita mostra onde o alarme de extrapolação se acende.Ampliar imagem
A expectativa honesta por clima. Medida com a forçante que um trecho sem estação recebe, não com a forçante privilegiada das estações. O custo dessa troca é de apenas 0,007 de KGE. O envelope dos sete modelos precisa ser inflado por um fator calibrado para cobrir 80% dos casos.Ampliar imagem
Rio Iguaçu, 30.625 km². Série do conjunto com envelope e curva de permanência por modelo, reconstruída no momento da consulta a partir dos parâmetros e da grade de chuva compacta. O Q95 vem com o intervalo de 80%.Ampliar imagem
Do estudo ao produto. Rede, clima, descritores, doadores, validação, assinaturas e consolidação. O desenho topológico substitui o que normalmente exigiria um cluster.Ampliar imagem
0,007 KGE

O custo da forçante estimada

O produto massivo herda a qualidade do experimento: 0,593 com a chuva das estações, 0,586 com a chuva que qualquer trecho sem estação recebe.

80%

Cobertura medida, não suposta

O intervalo de cada assinatura foi calibrado empiricamente para conter o valor verdadeiro em oito de cada dez casos, por estrato de clima.

0,81

Contra a regionalização oficial

Em 408.702 trechos a BHO traz o Q95 estatístico da ANA. A razão mediana entre os dois métodos é 0,81; onde divergem com força, o diagnóstico local decide, e o rio Jaguaribe ilustra: o método dinâmico entrega Q95 próximo de zero, a resposta natural de um rio intermitente.

Conheça o sistema

Seis telas, uma pergunta cada

Capturas reais da versão em desenvolvimento, feitas em 30/09/2026 no ambiente interno do DPM. Cores, escalas e legendas são as do próprio sistema. Selecione uma imagem para ampliar.

Explorar · onde o modelo funciona. O catálogo inteiro chega ao navegador numa requisição e é filtrado localmente: arrastar um punho de faixa move o mapa no mesmo quadro. Filtros por métrica, modelo, região, porte e regime.Ampliar imagem
Explorar · modelo vencedor. Nenhum modelo domina o país inteiro; é por isso que os sete continuam no catálogo.Ampliar imagem
A ficha de uma estação. Séries observada e calculada de cada modelo, reintegradas na hora a partir dos parâmetros gravados, com matriz de métricas, curva de permanência e regime mensal.Ampliar imagem
Regionalizar · o veredito. O estudo inteiro navegável por modelo e por forçante: ranking, doadores, limiar, distância e as trilhas de validação espacial.Ampliar imagem
Regionalizar · qualquer trecho, sem estação. Consulta por código de ottobacia ou de curso d'água: assinaturas, doadores, parâmetros, intervalo e lâmina de referência do trecho.Ampliar imagem
Semiárido · calibrar para a decisão. Estudo à parte: diagnóstico da série (regulação a montante), três modelos hortonianos e funções objetivo orientadas a cheia, seca, outorga e açude.Ampliar imagem
Prever · o que vem nos próximos quinze dias. Conjunto meteorológico gratuito, assimilação de estado e os mesmos modelos calibrados. Números de um ciclo de agosto de 2026; a previsão operacional é objeto do sistema Previsão.Ampliar imagem
Verificar · dá para acreditar, e até quando. A previsão é medida contra a persistência e a climatologia, com detecção e alarme falso para o limiar de cheia. Resultado preliminar de um período de reprevisão.Ampliar imagem

Os mapas usam fundo cartográfico de terceiros (Esri, HERE, Garmin, OpenStreetMap), carregado pela internet quando o sistema está em uso. Nas capturas, o endereço interno do banco de dados foi ocultado.

Onde o método falha, e o que se aprendeu

Semiárido: trocar de modelo não ajuda; calibrar para a decisão, sim

O semiárido é o limite declarado do método: nas 298 estações semiáridas calibradas, o NSE mediano de validação do melhor modelo é 0,255 e só 16,8% têm modelo aceitável, contra 47,2% no país. Um estudo à parte testou a hipótese mais óbvia e mediu o resultado.

0,335 vs 0,486

Modelos novos não ajudam

Três modelos de geração de escoamento por excesso de infiltração (MODHAC, CN3S, IHACRES-CMD) perdem para os sete em produção em 274 estações pareadas. O ganho no regime efêmero é igual ao do perene: a falta de geração hortoniana não explica o semiárido.

5 de 6

Funções objetivo por decisão funcionam

Calibrar a mesma bacia e o mesmo modelo para o que a decisão usa (cheia, seca, outorga, açude) entrega o que promete em cinco de seis funções, com significância estatística forte, e o ganho transfere aos sete modelos em produção sem trocar modelo nenhum.

0,303 vs 0,455

A série explica mais que a estrutura

Estações com indício de regulação a montante rendem NSE 0,303 contra 0,455 das livres. A diferença é da ordem do déficit do semiárido inteiro e aponta para qualidade de série, não para estrutura de modelo.

Recomendação registrada no estudo: não incorporar os três modelos; incorporar as funções objetivo orientadas à decisão (exceto a de volume, que não funcionou e está reportada como tal); e usar o diagnóstico de regulação como filtro antes de calibrar no semiárido. A integração dessas funções ao sistema é o próximo passo previsto.
Aplicações na prevenção e mitigação

Que decisões os produtos podem apoiar

O sistema é uma ferramenta de apoio: entrega a base quantitativa e a incerteza; a interpretação e a decisão continuam com as equipes técnicas e os gestores. Os usos abaixo separam o que já está disponível do que ainda depende de avaliação.

Cheias e inundações

Da vazão à mancha em trecho sem estação

  • Obter a série diária e a curva de permanência de qualquer trecho para dimensionar drenagem, travessias e barragens. disponível
  • Alimentar o mapeamento de manchas de inundação (HydroTable/HAND-BR) com vazões regionalizadas trecho a trecho. disponível nas bacias-piloto
  • Rodar o conjunto para a frente com chuva prevista em bacias não monitoradas. uso potencial, não avaliado
Secas e estiagens

Disponibilidade hídrica onde não há régua

  • Q95 e Q90 regionalizados com intervalo de 80% e classe de confiança, base para outorga e balanço demanda × oferta. disponível
  • Identificar rios intermitentes e trechos de baixa confiança antes de planejar captações. disponível
  • Calibrar para o que a decisão usa (seca, outorga, açude) no semiárido. medido no estudo; integração prevista
Planejamento e estudos

Insumo para os outros sistemas do FERAH

  • O acervo calibrado alimenta a Elasticidade (resposta do regime ao clima), a Atribuição (contrafactual), o Clima-SIN (projeções) e a Previsão (conjunto meteorológico). em uso
  • Mapas nacionais de disponibilidade e de confiança da estimativa para priorizar onde ampliar a rede de monitoramento. disponível
Auditoria e método

Comparar métodos e declarar limites

  • Confronto trecho a trecho com a regionalização estatística oficial: as divergências são a pauta natural de revisão de ambos os métodos. disponível
  • Ficha por estação com o esquema que vence localmente, porque a mediana nacional escolhe o padrão, mas não é lei local. disponível
Nenhum destes usos está em operação para o público. O sistema roda no ambiente interno do DPM e a publicação em endereço institucional ainda não foi decidida.
Método, dados e limitações

De onde vêm os números e com que cautela lê-los

Dados

Vazão observada da rede da ANA; chuva e evapotranspiração da grade Xavier/BR-DWGD (1961–2022) e chuva do MERGE/CPTEC (2000–hoje); topologia e atributos físicos da BHO 2017.

Calibração

Busca automática (algoritmo DDS, com múltiplas partidas) sob KGE, NSE, NSE dos logaritmos e MAPE; partição cronológica 70/30 com aquecimento; critério de aceitação na validação.

Regionalização

Protocolo de Qi et al. (2022): 14 esquemas, deixa-uma-fora, mais duas validações espaciais (sem o mesmo rio; sem a região hidrográfica). Esquema fixado: PSDI-OUT, cinco doadores, limiar 0,5.

Produto nacional

Assinaturas por trecho (média, Q90, Q95, permanência, sazonalidade), intervalo conformal de 80% por estrato de clima, índice de confiança A–D validado; série diária sob demanda.

Fontes de dados

FonteInstituiçãoO que fornecePeríodo
Rede Hidrometeorológica Nacional (HidroWeb)ANAséries diárias de vazão das estações fluviométricas1901 → hoje
BHO 2017 5kANArede de drenagem ottocodificada, áreas de contribuição e atributos físicos dos 464.067 trechos; Q95 estatístico em 408.702 delesedição 2017
BR-DWGD (grade Xavier)UFES e parceiroschuva, temperatura, radiação, umidade, vento e evapotranspiração de referência em grade de 0,1°1961 → 2022
MERGECPTEC/INPEchuva diária de satélite (GPM-IMERG) corrigida por pluviômetros, 0,1°2000 → hoje

Cautelas de interpretação

  • O semiárido é o limite. KGE esperado de 0,2 a 0,4 e erros de Q95 da ordem de 40% a 90%; as classes C e D concentram-se ali e o produto declara isso em vez de escondê-lo.
  • O intervalo é parte do número. Nenhuma vazão regionalizada deve ser citada sem o intervalo de 80% e a classe de confiança que a acompanham.
  • A mediana nacional não é lei local. As vitórias por estação são pulverizadas; a ficha de cada estação mostra o esquema que vence ali.
  • Regulação e uso da água estão dentro da série. Os modelos são concentrados, sem reservatório nem captação explícitos (exceto perdas em trânsito e açudes no AWBM-SA); onde há regulação, a série ensina a operação, não a bacia.
  • Forçante fora do Brasil. Nas porções estrangeiras das bacias, a evapotranspiração vem da célula mais próxima e a fração coberta entra na confiança.
  • Sem operação pública. O sistema roda em ambiente interno; interface e dados podem ser revisados.
Estágio e próximos passos

O que está pronto, o que está em teste e o que vem depois

Retrato de 30/09/2026, com base no relatório técnico consolidado e na documentação de estado dos sistemas. Não há cronograma público; os itens previstos estão em ordem de prioridade técnica, sem data.

Concluído
  • Acervo nacional de calibração: 171.836 ajustes, duas forçantes, quatro objetivos, protocolo versionado (v1.0.0).
  • Estudo de regionalização com replicação de Qi et al. (2022) e validação espacial própria; invariância à forçante verificada.
  • Fase BHO: assinaturas, intervalo e classe de confiança nos 464.067 trechos; série sob demanda.
  • Junção vazão × curva-chave: lâmina de referência em 463.105 trechos, com auditoria externa das classes.
  • Relatório técnico consolidado (PDF e Word), com anexos sobre HAND-BR e previsão.
Em teste ou validação
  • Estudo do semiárido: resultados medidos; recomendação registrada, ainda não incorporada ao sistema.
  • Telas Prever e Verificar: previsão com conjunto meteorológico e verificação por reprevisão, em laboratório (o sistema Previsão é a frente operacional).
  • Interface: em desenvolvimento, sujeita a mudança.
  • Publicação da plataforma em ambiente institucional: sem decisão.
Previsto
  • Levar ao sistema as funções objetivo orientadas à decisão medidas no semiárido.
  • Estratificar a recomendação de esquema por região a partir das vitórias locais.
  • Incorporar descritores de solo e geologia quando houver camada nacional consistente.
  • Rotina de atualização anual do acervo (novas estações, extensão das séries, recalibração incremental) e auditoria contínua contra a regionalização estatística oficial.
Materiais e referências

Documentos do projeto e referências utilizadas

Documentos do projeto

Produzidos pela equipe do DPM. Não estão publicados em endereço aberto; a disponibilização se dá por solicitação à Diretoria.

  • Relatório técnico consolidado — Modelagem hidrológica: calibração nacional, regionalização e aplicação à BHO (PDF e Word). Fonte de todas as figuras desta página; anexos sobre o HydroTable/HAND-BR e a previsão por conjunto.
  • Relatório e resumo executivo do estudo de regionalização: as cinco conclusões, o catálogo de dados e as figuras do protocolo.
  • Estudo do semiárido: modelos hortonianos, funções objetivo por decisão e diagnóstico de regulação.
  • Junção vazão × curva-chave: lâmina de referência e auditoria cruzada das classes de confiança.
  • Documentação técnica do sistema: decisões, validações e limitações, mantidas junto ao código.

Referências externas

Fontes de método e de dados; o acesso exige conexão com a internet.

  1. Qi, W.; Chen, J.; Li, L.; Xu, C.-Y.; Li, J.; Xiang, Y.; Zhang, S. Regionalization of catchment hydrological model parameters for global water resources simulations. Hydrology Research, v. 53, n. 3, p. 441–466, 2022. iwaponline.com. Protocolo replicado neste estudo.
  2. Hrachowitz, M. et al. A decade of Predictions in Ungauged Basins (PUB): a review. Hydrological Sciences Journal, v. 58, n. 6, p. 1198–1255, 2013. doi:10.1080/02626667.2013.803183.
  3. Gupta, H. V.; Kling, H.; Yilmaz, K. K.; Martinez, G. F. Decomposition of the mean squared error and NSE performance criteria: implications for improving hydrological modelling. Journal of Hydrology, v. 377, p. 80–91, 2009. doi:10.1016/j.jhydrol.2009.08.003. Define a eficiência de Kling-Gupta.
  4. Knoben, W. J. M.; Freer, J. E.; Woods, R. A. Technical note: Inherent benchmark or not? Comparing Nash–Sutcliffe and Kling–Gupta efficiency scores. Hydrology and Earth System Sciences, v. 23, p. 4323–4331, 2019. hess.copernicus.org.
  5. Tolson, B. A.; Shoemaker, C. A. Dynamically dimensioned search algorithm for computationally efficient watershed model calibration. Water Resources Research, v. 43, W01413, 2007. doi:10.1029/2005WR004723. O otimizador usado na calibração.
  6. Xavier, A. C.; Scanlon, B. R.; King, C. W.; Alves, A. I. New improved Brazilian daily weather gridded data (1961–2020). International Journal of Climatology, v. 42, n. 16, p. 8390–8404, 2022. doi:10.1002/joc.7731.
  7. CPTEC/INPE. MERGE: precipitação diária combinando estimativa de satélite (GPM-IMERG) e pluviômetros. data.inpe.br/dados/merge; descrição do produto: MERGE_READ-ME (PDF).
  8. ANA. Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas 2017 5k (BHO 2017 5k): metadados. metadados.snirh.gov.br. Portal HidroWeb: snirh.gov.br/hidroweb.
  9. Brasil. Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Câmara dos Deputados.

Glossário breve

Termos usados nesta página
Modelo chuva-vazão conceitual concentrado
Representa a bacia como poucos reservatórios interligados, com parâmetros calibráveis, e transforma a chuva diária em vazão diária no exutório.
Calibração e validação
Ajuste dos parâmetros em um período (calibração) e avaliação em período separado (validação); só a validação diz se o modelo generaliza.
KGE e NSE
Eficiências de Kling-Gupta e de Nash-Sutcliffe: medidas de concordância entre série simulada e observada; 1 é perfeito. Os valores das duas não são comparáveis entre si (Knoben et al., 2019).
Função objetivo
O critério que a busca automática tenta maximizar; cada critério enfatiza uma parte do hidrograma (cheias, estiagens, volume).
Regionalização de parâmetros
Transferência dos parâmetros calibrados em bacias com medição (doadores) para bacias sem medição (alvos), por proximidade, similaridade física ou regressão.
PSDI-OUT
Esquema vencedor: doadores escolhidos por similaridade física e distância, com pesos pelo inverso da distância, transferindo a média ponderada dos hidrogramas (output) em vez da média dos parâmetros.
Deixa-uma-fora e validação espacial
Teste em que cada estação é tratada como se não existisse; as variantes espaciais também retiram as estações do mesmo rio ou da mesma região, para medir o otimismo do teste clássico.
Ottobacia e BHO
Unidade de drenagem de cada trecho da Base Hidrográfica Ottocodificada, codificada pelo método de Otto Pfafstetter, que permite navegar montante e jusante.
Q95, Q90, curva de permanência
Vazões igualadas ou superadas em 95% e 90% do tempo; a curva de permanência descreve todos os quantis.
Intervalo conformal de 80%
Faixa em torno da estimativa calibrada empiricamente, por clima, para conter o valor verdadeiro em 80% dos casos.
Semiárido e regime efêmero
Clima em que o rio pode secar por meses e o escoamento nasce por excesso de infiltração; o regime mais difícil para os modelos.
Ministério da Integração e do Desenvolvimento RegionalMIDR
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa CivilSEDEC
Diretoria de Prevenção e MitigaçãoDPM
Página institucional do sistema Modelagem hidrológica do FERAH · versão 1.0 Atualização editorial: 30/09/2026 Capturas de tela: 30/09/2026, interface em desenvolvimento · figuras: relatório técnico do sistema Fonte tipográfica IBM Plex Sans, © IBM Corp., SIL Open Font License 1.1

Translation notes译文说明

Assisted technical translation. For quotations, figures or engineering decisions, consult the Portuguese source with the PT button. Figures and linked documents retain their original language.

本页为辅助翻译。引用数据、技术条文或用于工程决策时,请点击PT查阅葡萄牙语原文。图中标注和所附文件保留原文。