DPM · SEDEC · MIDR — IDF Studio Brasil

Pacote de avanços: anteprojeto hidráulico e estudo nacional de incerteza

Na noite de 20 para 21/10/2026, o catálogo hidráulico deixou de fazer só o pré-dimensionamento por Manning e passou a gerar um anteprojeto quase completo, com orçamento oficial e pranchas. Em paralelo, o estudo de incerteza rodou para todas as estações com até 2.000 km² do Brasil.

Data
21/10/2026
Estado
código local, sem commit, nada implantado
Worktree
app-avancos · avancos/catalogo-incerteza

Anteprojeto e estudo servem para ordem de grandeza e apoio à decisão. Os resultados vêm de verificação de software: não são projeto executivo nem validação de campo, e precisam de revisão de um engenheiro responsável (ART/RRT).

6famílias de estruturas: bueiro tubular e celular, proteção de saída, canal revestido, ponte, detenção e sarjeta
27 UFscom preços SINAPI 09/2026 e SICRO 07/2026; BDI pelos quartis do TCU
2.378estações analisadas (1.454 com 108 cenários Qp × Qref cada), sem nenhuma falha
528testes Python aprovados; 155 testes do front; DXF auditado com 0 erros

Frente 1 — Anteprojeto hidráulico

src/idf_daily/hydraulic_design · API /hydraulic-design · página Anteprojeto

O sistema recebe a vazão de uma execução salva (ou um valor manual declarado) e avalia todas as soluções padronizadas do DNIT. Escolhe a de menor custo que atende aos critérios e entrega a memória de cálculo, as pranchas A3 (PDF, SVG e DXF), o orçamento e uma ficha para conferência no HY-8. A hidrologia não é recalculada, e o catálogo V1 ficou intacto.

EstruturaO que verificaMétodo (conferido no original)
Bueiro tubular e celularTubos de Ø 0,80 a 1,50 m e as 10 seções celulares do Álbum, com 1 a 3 linhas: controle de entrada e de saída, remanso no corpo, HW/D, NA admissível, V ≤ 4,5 m/s, recobrimentoFHWA HDS-5 (Tab. A.1, Eq. 3.5/3.6b); DNIT IPR-724; IPR-736
Proteção de saídaAvental de enrocamento (D50, classe, dimensões) ou bacia SAF com blocos e soleiraFHWA HEC-14 §8.5 e §10.2
Canal revestidoGrama, colchão de gabião, enrocamento ou concreto × largura de fundo; τ e V admissíveis; folgaFHWA HEC-15; IPR-724 Tabela 31
PonteVãos, remanso por pilares, folga sob a superestrutura, cotas, erosão local no pilarYarnell (HEC-RAS); IPR-698; HEC-18
Reservatório de detençãoPropagação do hidrograma salvo, descarga de fundo, vertedor, volume; exporta o .inp do SWMMPuls (Chow); conferido com o EPA SWMM 5
Sarjeta STCCapacidade e comprimento crítico dos 11 modelos do ÁlbumIPR-724 Eq. 3.03; IPR-736 Emenda 2

Casos demonstrativos (pacotes completos no Drive)

CasoSolução escolhidaUFCusto de referênciaFaixa pelo BDI
Bueiro, Q = 3 m³/s (ilustrativo)2 × tubo Ø 1,00 m + avental de enrocamentoDFR$ 84 mil83–87 mil
Bueiro, Q = 25 m³/s (ilustrativo)3 × galeria 2,50 × 1,50 m + aventalBAR$ 389 mil385–400 mil
Canal, Q = 15 m³/s, 200 m (ilustrativo)Trapezoidal, b = 8,00 m, grama (V = 1,43 m/s)SPR$ 163 mil159–166 mil
Ponte, Q = 224,8 m³/s (execução real 41a7af43, Brasília)1 vão de 24,5 m; intradorso 104,52; folga DNIT de 1,00 mDFR$ 1,31 mi1,29–1,34 mi
Detenção com o hidrograma real 41a7af43Pico de 224,8 → 150,1 m³/s; 2,13 milhões de m³DFR$ 104 mi102–106 mi
Sarjeta, i = 180 mm/h, faixa de 12 mSTC 88-20; comprimento crítico de 203 mDF——

Pranchas geradas pelo motor de desenho

Prancha A3 do bueiro celular: seção transversal, vista da boca e detalhe da proteção de saída
Bueiro celular (BA): seção A–A com espessuras do Álbum, boca BNAA e avental de enrocamento.
Prancha A3 da ponte: elevação, seção do tabuleiro e planta de situação
Ponte (Brasília): elevação com NA, folga e intradorso; tabuleiro; planta.
Prancha A3 do bueiro tubular: planta e perfil longitudinal
Bueiro tubular (DF): planta e perfil com HW, TW, greide e declividade.
Prancha A3 do reservatório: planta, seção, estrutura de saída e gráficos
Detenção: planta, seção, estrutura de saída, hidrogramas e curva cota–volume.

Validação

  • Oráculos publicados reproduzidos: HDS-5 A.3.1 (HW/D = 1,31), avental HEC-14 (D50 = 0,13 m), bacia SAF (y2 = 2,41 m; LB = 3,2 m), conjugadas, τp do HEC-15 (113 N/m²).
  • Detenção conferida com o EPA SWMM 5: o pico difere de 0,05 a 0,23 % e o nível máximo, ≤ 1,8 cm.
  • Custo dos bueiros por dois métodos independentes: composição global SICRO × consumos do Álbum. Nos tubos, a razão entre eles ficou entre 1,02 e 1,10.
  • DXF auditado com ezdxf (0 erros em 37 arquivos); verificação automática de colisão de textos.
  • pendente HY-8 e HEC-RAS por responsável técnico.

Custos e fontes

  • 219 preços oficiais lidos dos arquivos SINAPI 09/2026, SICRO 07/2026 e CMG DNIT de pontes, com SHA-256.
  • Álbum IPR-736 (Emendas 2–4): 420 consumos de galerias e as bocas e berços, cerca de 3.100 valores conferidos visualmente.
  • Regionalização: SINAPI com o preço de cada UF; SICRO-DF × fator regional (AC 1,33 · AM 1,24 · SP 0,94).
  • Ficam fora: DMT, canteiro, mobilização, desapropriação e geotêxtil (sem preço oficial levantado).
  • Levantamento de softwares: HY-8, HEC-RAS, SWMM, Civil 3D/InfoDrainage, OpenFlows, QGIS, ezdxf. A recomendação é calcular em Python e exportar DXF, .inp, LandXML e .sdf.

Frente 2 — Estudo nacional de incerteza (≤ 2.000 km²)

2.378 estações · 27 UFs · 12 regiões hidrográficas

O executor retomável chama o mesmo serviço da API, em blocos, com leitura apenas no PostgreSQL. Ele cobre séries e frequência (4 distribuições × 3 métodos), bootstrap (300 reamostragens), cenários IDF → SCS com 3 CN × 9 Tc × 4 TR comparados ao Qref observado, e doadoras (baseline e v1 congelada). A execução foi das 01:17 às 04:12 UTC, sem nenhuma falha.

Indicador (mediana por estação)TR 10TR 100
Qp modelado ÷ Qref observado1,441,99
Idem, com o fator de pico de Fuller (sensibilidade)—1,40
Estações com a razão entre 0,5 e 248 %42 %
Erro da estimativa por doadora: baseline / v1 congelada—61 % / 47 %
Barras do fator multiplicativo de cada fonte de incerteza em TR 100
As escolhas de modelagem pesam mais que a estatística. Em TR 100, o fator é 3,3 no Tc e 2,8 no CN (médio → máximo), contra 1,32 na amostra e 1,23 na distribuição.
Mapa do Brasil com a razão Qp/Qref em TR 100 por estação
Qp/Qref em TR 100, em escala log centrada em 1. A superestimativa é maior no Nordeste Oriental (3,1) e no São Francisco (3,0); na Amazônica (0,8) e no Uruguai (1,0), fica perto de 1 ou abaixo.
Boxplots de Qp/Qref por classe de área e por região hidrográfica
Distribuição por classe de área e por região hidrográfica (caixa P25–P75, bigodes P5–P95).

Da incerteza hidrológica ao custo da obra

Para cada uma das 1.454 bacias, o anteprojeto dimensionou uma travessia ilustrativa padronizada no exutório (bueiro de 30 m ou ponte), com preços da UF, para seis vazões. No total foram 17.438 anteprojetos.

  • Trocar Qref pelo Qp mediano muda o tipo de obra em 13–16 % das bacias.
  • O custo com o Qp mediano é 1,5× o custo com o Qref (mediana; P25–P75: 1,1–2,1).
  • Só a troca do método de Tc, com o CN fixo, muda o custo em ~1,75×.
  • Até 50 km², o bueiro padronizado resolve na maioria dos casos; acima de 200 km², quase sempre é ponte.
Boxplot da razão de custo da travessia por classe de área
Custo com o Qp mediano dividido pelo custo com o Qref, por classe de área (TR 25).

Avaliação do projeto e próximos passos

docs/continuidade/AVALIACAO_2026-10-21.md
ItemSituação verificada
Homologação publicadav0.2.0-homolog-catalogo, commit 20a713c, com o catálogo V1 ativo. O anteprojeto ainda não foi publicado.
PR #5 (B01)Aberto, CI verde, sem merge.
TestesPytest 528 aprovados e 3 pulados (opt-in). Ruff limpo. Front: lint, tipos, 155 testes e build passam.
Banco hidrológicoLido por 2 a 4 conexões durante cerca de 3 h, sem escrita. Para repetir, prefira horário de baixa demanda.

Decisões que dependem de você

Materiais de consulta

Consulte a tabela nacional do estudo de incerteza e a apresentação das etapas do IDF Studio.

Baixar tabela nacional (CSV)

Abrir a apresentação do IDF Studio

Translation notes译文说明

Assisted technical translation. For quotations, figures or engineering decisions, consult the Portuguese source with the PT button. Figures and linked documents retain their original language.

本页为辅助翻译。引用数据、技术条文或用于工程决策时,请点击PT查阅葡萄牙语原文。图中标注和所附文件保留原文。