Em validação · uso interno provisórioAtualização editorial: 30 set. 2026
SIPRAD-DPM

Da chuva ao contexto
dos desastres no Brasil.

Resultados nacionais, comparação com controles, validação em estações e investigação histórica. O SIPRAD-DPM reúne essas abordagens para contextualizar a chuva associada aos registros de desastres.

Cálculo nacional auditado automaticamente. Revisão humana e homologação institucional pendentes. Portal disponível para exploração interna.

O Brasil em uma consulta integradaMapa · indicadores · episódios
Portal nacional v0.3.1 · interface em desenvolvimento
Mapa municipal do Brasil no portal SIPRAD, com legenda de quantidade de episódios e filtros do panorama nacional.Ampliar imagem
Um mesmo recorte conecta mapa, gráficos e consulta de episódios. A cor do mapa representa a métrica selecionada, conforme a legenda.
14.697episódios municipais calculados
6.185episódios de cheias e inundações
161.667resultados episódio–indicador de chuva

11 indicadores com tempo de retorno por episódio. Recorte administrativo: 2013–2024. Resultados preliminares do cálculo nacional; os números descrevem o escopo, não uma medida de risco.

O problema

Um registro de impacto não explica, sozinho, a raridade da chuva.

Os registros administrativos descrevem desastres em lugares e datas. Para contextualizar a chuva associada, é preciso compará-la a uma referência histórica consistente, considerar diferentes durações e explicitar as incertezas.

Quanto essas condições se destacam em relação à história de chuva daquele município?

A contribuição do SIPRAD-DPM

Uma régua comum, com rastreabilidade.

O projeto reúne registros do Atlas Digital de Desastres no Brasil e a base meteorológica em grade BR-DWGD/Xavier. Cada episódio mantém seu vínculo com a origem e recebe indicadores comparáveis.

Essa leitura pode apoiar a preparação de estudos, a análise de ocorrências e a identificação de casos que exigem investigação técnica. O tempo de retorno estimado pertence ao indicador de chuva associado ao registro.

As abordagens do projeto

Um problema.
Diferentes formas de investigar.

Do conjunto nacional à checagem independente, cada abordagem responde a uma pergunta e tem um estágio próprio.

01 / Panorama nacional

Quão rara foi a chuva associada?

11 indicadores de frequência e 14 descritores meteorológicos por episódio. Pulsos, acumulados e máximos móveis dão contexto às diferentes durações da chuva.

Calculado · provisórioVer alcance nacional →
02 / Caso–controle

O sinal difere de um controle sazonal?

150 pares em cinco macrorregiões comparam episódios registrados a datas de controle. É um contraste estatístico pareado, com endpoints definidos previamente.

Testado · revisão pendenteVer comparação →
03 / Validação independente

A leitura é consistente com estações?

Observações de estações HIDRO/ANA confrontam a inferência obtida na grade Xavier. A validação cobre a amostra estudada, com limites de concordância explícitos.

Executado em 146 municípiosVer validação →
04 / Investigação histórica

Quais datas merecem pesquisa documental?

O Atlas Gap Finder reúne sinais meteorológicos e contexto regional para organizar candidatos. Seu piloto documental é separado da confirmação humana de um desastre.

Pilotos auditadosVer piloto →
05 / Trilha climatológica

Como contextualizar seca e estiagem?

O Índice de Precipitação Padronizado (SPI) e o Índice de Precipitação e Evapotranspiração Padronizado (SPEI) avaliam déficit de chuva e balanço hídrico. O Índice de Seca por Demanda Evaporativa (EDDI) compõe o contexto climático.

Implementado · cálculo nacional pendenteConhecer métodos →
06 / Ampliação do universo

Como incluir outros períodos e registros?

A extensão para o universo do estudo El Niño–Oscilação Sul (ENSO) tem inventário auditado e execução portátil preparada. Os novos resultados dependem do cálculo e de seu fechamento.

Inventário preparadoVer produtos e estágio →
Resultados em destaque

Evidências para examinar.
Escopos para distinguir.

Resultados internos provisórios. As figuras abaixo vêm dos artefatos reais do estudo v0.4; as métricas nacionais pertencem a uma execução diferente.

Cálculo nacional · 2013–2024

14.697 episódios.
Uma referência meteorológica comum.

15.282 protocolos consolidados em episódios municipais, associados às séries diárias Xavier de 1981–2024. O recorte de cheias e inundações contém 6.185 episódios e 68.035 resultados episódio–indicador.

Veja como explorar no portal
3.605municípios no conjunto nacional
40 / 40gates da auditoria automática final aprovados
11 + 14indicadores com TR e descritores sem TR

Fechamento computacional auditado. Revisão humana e liberação institucional pendentes.

Estudo caso–controle v0.4

O contraste aparece na amostra pareada.

150 episódios e 150 controles sazonais, distribuídos nas cinco macrorregiões. A razão mediana caso/controle do TR P90 no desfecho principal foi 1,520×.

O contraste é associativo. Ele não demonstra que a chuva causou cada impacto e não é uma validação individual dos 14.697 episódios nacionais.

Resultado preliminar · revisão humana pendente
Gráfico pareado de tempo de retorno P90: controle sazonal à esquerda e episódio Atlas à direita, em escala logarítmica.Ampliar resultado
Comparação pareada do desfecho principal. A escala de frequência não representa gravidade do desastre.
Boxplots da razão de tempo de retorno episódio sobre controle nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.Ampliar resultado

O contraste varia entre regiões.

Distribuições da razão episódio/controle na amostra de 30 pares por macrorregião. Não é uma classificação de risco regional.

Sensibilidade P90 do fator multiplicativo: data mais ou menos dois dias 2,01 vezes, cinco ou dez grades 1,33 e L-momentos contra máxima verossimilhança 1,01.Ampliar resultado

A data exige atenção especial.

A sensibilidade P90 foi maior para a data do evento: 2,01×. Amostragem espacial: 1,33×; método de ajuste: 1,01×. Os valores medem diferença entre configurações.

Validação observacional v0.4

Grade meteorológica × estações ANA

146estações elegíveis em 146 dos 150 municípios

2.986 comparações finitas; 85,7% classificadas como alta concordância no diagnóstico global. Esse resumo é influenciado pelo piso dos tempos de retorno.

Acima do piso de 1,01 ano, o P90 do fator absoluto de diferença é 3,732×. A inferência permanece na base Xavier; as estações são uma checagem independente.

Validação executada na amostra
Atlas Gap Finder · segundo piloto

Sinal meteorológico → investigação

3.170candidatos no cenário balanceado · 386 municípios

O piloto meteorológico passou 22/22 verificações automáticas. Uma seleção prévia de 30 episódios recebeu pesquisa documental: 8 com evidência compatível, 9 inconclusivos e 13 sem fonte relevante localizada.

Estados automáticos provisórios. Nenhum desses totais equivale a desastre confirmado ou revisão humana concluída; o TR da referência conhecida não pertence à data candidata.

Revisão humana documental pendente
Como funciona

Cinco etapas para dar contexto à chuva.

O fluxo começa no registro administrativo e termina em uma estimativa de frequência com limites explícitos.

  1. Organizar registros

    Consolidar protocolos em episódios municipais, mantendo datas, classes e vínculo com a origem.

  2. Associar a chuva

    Selecionar cinco grades Xavier por município e preservar a série histórica diária de referência.

  3. Calcular indicadores

    Medir pulsos, acumulados e máximos móveis. Separar os 11 indicadores inferenciais dos 14 descritores.

  4. Ajustar a frequência

    Comparar modelos na amostra de máximos anuais, excluindo o ano da data analisada.

  5. Apresentar e conferir

    Comunicar tempo de retorno, incerteza e cautelas. Preservar resultados para auditoria e revisão.

Tempo de retorno é uma estimativa de recorrência estatística. Ele não informa quando acontecerá a próxima chuva nem a probabilidade de um desastre. A relação examinada pelo SIPRAD-DPM é associativa.

Metodologias já exercitadas

O que foi comparado.
Como foi conferido.

Testes estatísticos, verificações computacionais e revisão humana têm funções diferentes. Veja a evidência disponível para cada caminho.

01

Frequência de chuva e escolha do modelo

Gumbel, GEV, Log-Pearson III e Lognormal de dois parâmetros por máxima verossimilhança. O menor AICc entre ajustes convergentes define o modelo; o ano analisado fica fora da amostra.

Exercitado no estudo e no núcleo nacional
02

Contraste pareado e controles sazonais

Wilcoxon bilateral sobre log10(TR P90), bootstrap do contraste e cinco endpoints previamente definidos, com correção de múltiplos testes. AUC é uma medida descritiva complementar.

150 pares · resultado provisório
03

Robustez de data, espaço e ajuste

Deslocamento de data entre −2 e +2 dias, cinco contra dez grades Xavier e L-momentos contra máxima verossimilhança na mesma família. Sensibilidades reais mostradas nas figuras.

Sensibilidades v0.4 calculadas
04

Incerteza conjunta entre grades

Bootstrap com os mesmos anos reamostrados nas cinco grades. O protocolo nacional exige ao menos 285 de 300 réplicas válidas e comunica o intervalo central P05–P95.

Incerteza nacional fechada e auditada
05

Checagem observacional e busca histórica

Concordância ANA–Xavier na amostra v0.4; para o Gap Finder, coerência espacial/temporal e pesquisa documental restrita ao piloto pré-selecionado.

Validação e pilotos executados
06

Déficit climático: uma trilha própria

SPI: distribuição Gamma com massa no zero; SPEI: Log-logística por momentos ponderados; EDDI: diagnóstico empírico. Escalas distintas para seca e estiagem; incêndio e baixa umidade recebem contexto climatológico.

Implementado · fechamento nacional pendente
O protocolo também examinou não estacionariedade?

Sim. No estudo v0.4, 17.784 diagnósticos foram calculados: 3.129 tiveram suporte pelos critérios definidos e 659 receberam alerta de alavancagem. O modelo estacionário permanece operacional; esses diagnósticos não substituem automaticamente o modelo nem demonstram mudança causal.

Ver os 11 indicadores inferenciais e os 14 descritores

Com tempo de retorno: máximo diário D0 a D0+10; acumulados de 3, 5, 7, 10, 30 e 60 dias terminando em D0; máximos móveis de 1 e 3 dias na janela prévia de 10 dias, de 5 dias na janela de 15 e de 7 dias na janela de 20.

Sem tempo de retorno: precipitação diária de D0 a D0+10, número de dias com pelo menos 15 mm e 50 mm na janela prévia de 10 dias e sequência de dias úmidos na janela prévia de 30 dias. D0 é a data analítica preservada do episódio.

O desfecho principal usa apenas cinco endpoints previamente declarados: PACC_3D_D0, PACC_7D_D0, PACC_30D_D0, RX3D_PRE10 e RX7D_PRE20. Os demais indicadores preservam seu papel complementar.

Prevenção e mitigação

Informação para fundamentar a análise técnica.

Usos potenciais compatíveis com os produtos. Sua efetividade em decisões operacionais ainda precisa ser avaliada.

Equipes técnicas

Contextualizar ocorrências

Comparar a chuva associada a um registro com a referência histórica local e preparar uma leitura documentada de suas incertezas.

Gestão pública

Preparar estudos territoriais

Organizar recortes por município, UF e período para instruir diagnósticos, combinando-os com estudos de exposição, vulnerabilidade e condições locais.

Proteção e defesa civil

Orientar investigação

Identificar casos que merecem exame técnico ou documental, preservando a separação entre sinal meteorológico, registro e confirmação de impacto.

A aplicação em projetos de engenharia, alertas ou decisões administrativas exige estudos específicos e responsabilidade técnica. O SIPRAD-DPM não realiza essas decisões automaticamente.

Método, dados e limites

A fonte e a cautela fazem parte do resultado.

Dados administrativos e meteorológicos têm papéis distintos. A interpretação depende da qualidade do registro, da referência histórica e do suporte do modelo.

Atlas Digital de Desastres no Brasil

Origem administrativa dos registros. O cálculo nacional preservado usa o recorte de 2013 a 2024; sua população continua provisória, sujeita à revisão de datas e classificação.

BR-DWGD / Xavier

Brazilian Daily Weather Gridded Data: base meteorológica diária em grade. A inferência nacional usa a precipitação da referência 1981–2024, com cinco grades por município.

HIDRO / ANA

Dados de estações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Foram usados para validação independente na amostra v0.4 de 150 municípios; não validam individualmente todos os episódios nacionais.

Cautelas essenciais

  • O tempo de retorno refere-se à chuva. Impactos também dependem de exposição, vulnerabilidade e condições do território.
  • Datas e classes administrativas ainda precisam de revisão humana. Chuva ou raridade não podem decidir essa revisão.
  • Estimativas muito superiores ao número de anos disponíveis extrapolam a referência observada.
  • O intervalo de incerteza é condicionado ao modelo escolhido e não incorpora todas as fontes de incerteza.
  • Janelas móveis próximas podem compartilhar dias. Contagem de datas não equivale a contagem de desastres independentes.
Como são escolhidos os modelos e calculada a incerteza?

São comparadas as famílias Gumbel, Valores Extremos Generalizada (GEV), Log-Pearson III e Lognormal de dois parâmetros, ajustadas por máxima verossimilhança. Entre os ajustes convergentes, o menor critério de informação de Akaike corrigido (AICc) define o modelo operacional. L-momentos são usados como sensibilidade na mesma família.

Os tempos de retorno das cinco grades são resumidos pelo percentil espacial 90 (P90). O bootstrap reamostra os mesmos anos nas cinco grades. O intervalo P05–P95 contém os 90% centrais das réplicas e é diferente do requisito de 95% de réplicas válidas.

Como ler extrapolações e valores muito altos?

Quando o tempo de retorno T supera três vezes o número N de anos válidos, o sistema marca extrapolação severa (T > 3N). Valores acima de 10.000 anos são apresentados como “10.000+”. Nenhum desses valores deve ser entendido como período efetivamente observado ou prazo até uma próxima ocorrência.

Desenvolvimento

O que já existe.
O que ainda precisa avançar.

Estado apresentado a partir da documentação e dos artefatos disponíveis. Referência consolidada do projeto: 27/08/2026.

  • Concluído computacionalmente

    Núcleo nacional e portal interno

    Cálculo de 14.697 episódios encerrado, com incerteza corrigida e 40 de 40 verificações da auditoria automática aprovadas. Portal implementado para exploração interna.

  • Em validação

    Registros e interpretação técnica

    Revisão humana de datas, classificação e mecanismos, parecer técnico e homologação institucional permanecem pendentes. Auditoria computacional não substitui essas etapas.

  • Pilotos auditados · revisão pendente

    Atlas Gap Finder

    Detector piloto, portal de investigação e pesquisa documental restrita foram implementados. A expansão nacional permanece bloqueada; candidatos não são desastres confirmados.

  • Implementado · sem resultado nacional

    Trilha climatológica e ampliação do escopo

    Módulo para seca, estiagem e contexto climatológico, além da extensão de períodos e classes de registros, têm preparação versionada. A documentação não comprova fechamento de um novo cálculo nacional.

Próximas etapas

Gates separados para uma divulgação responsável.

  1. Revisão humanaConferir identidade administrativa, datas e classificação dos casos, com evidências independentes dos resultados de chuva.
  2. Nova versão, se necessáriaAplicar correções em uma versão rastreável e repetir as verificações pertinentes, preservando a execução anterior.
  3. Parecer técnicoExaminar a adequação hidrológica e a interpretação dos produtos.
  4. Autorização institucionalDefinir condições de divulgação, licenças e acesso antes de disponibilizar sistema e resultados ao público.

O estágio atual é provisório e automatizado, sem revisão humana concluída. Não há cronograma institucional de liberação confirmado nos materiais consultados.

Materiais e referências

Conheça as fontes.
Consulte com contexto.

As fontes públicas abaixo sustentam os conceitos e a origem dos dados. As regras efetivamente implementadas estão resumidas nesta página.

Acesso ao SIPRAD-DPM

O portal e os pacotes de resultados estão disponíveis no ambiente interno do projeto. A divulgação externa depende dos gates de revisão e autorização. Não há endereço público do SIPRAD-DPM confirmado.

Conhecer as telas

Perguntas de leitura

Um TR de 100 anos quer dizer que o próximo evento ocorrerá em 100 anos?

Não. Sob os pressupostos do modelo de máximos anuais, corresponde a uma probabilidade anual de excedência de aproximadamente 1%. Não existe um calendário determinístico de ocorrências, e o resultado se refere ao indicador de chuva analisado.

Um município sem episódio no mapa está livre de risco?

Não. A ausência de episódio no recorte significa apenas que não há registro calculado naquele conjunto filtrado. O mapa não mede exposição, vulnerabilidade ou a totalidade das ameaças.

O Gap Finder confirma um desastre ausente?

Não. Ele organiza candidatos a partir de condições meteorológicas e contexto espacial e temporal. A confirmação exige investigação documental e revisão humana. O TR da referência conhecida não é o TR da data candidata.

Captura do sistema

Translation notes译文说明

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