Segurança de barragens · Triagem nacional
Em desenvolvimento e validação

Perigo a Jusante

Conhecer o que está no caminho de uma possível ruptura é um primeiro passo para orientar a prevenção.

O projeto reúne modelos, dados de terreno e informações de ocupação para apoiar a priorização de estudos e ações de proteção e defesa civil.

Plataforma disponível em versão de desenvolvimento, com acesso restrito.
Tela real da plataforma: mapa do Brasil com barragens e rede hidrográfica, controles de camadas e indicadores nacionais.
A plataforma em funcionamento. Visão nacional de rupturas independentes. Interface em desenvolvimento · captura de 01/10/2026.
30.005barragens modeladas
no cadastro utilizado
27.842barragens com manchas
aproximadas pelo terreno
134manchas de Plano de Ação
de Emergência (PAE) comparadas

Resultados preliminares do cenário recomendado · processamento de setembro de 2026 · comparação de manchas entre modelos.

02 / O PROJETO

Uma visão nacional para orientar a análise local.

O cadastro de barragens informa características das estruturas. Para planejar a prevenção, também é necessário conhecer os rios, as pessoas e os serviços que podem ser alcançados a jusante — no sentido do escoamento da água.

O Perigo a Jusante integra essas informações em uma triagem comparável entre barragens. A proposta é ajudar equipes técnicas a identificar onde melhorar o cadastro, aprofundar os estudos e verificar a preparação dos territórios.

O que a triagem responde

Onde a vazão de ruptura supera a cheia natural de referência?

Quais áreas ocupadas e serviços estão no caminho?

03 / PRODUTOS

Do cadastro ao território.

Capacidades implementadas no projeto, com resultados ainda sujeitos à revisão técnica e à qualidade dos dados de entrada.

Implementado · resultado preliminar

Mapa nacional do perigo potencial

Representa a propagação do pico de ruptura na rede hidrográfica. Permite comparar rupturas independentes e um cenário de efeito cascata.

Rede de referência462.539 trechos

Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO) de 2017, complementada por caminhos locais traçados no terreno.

Implementado · aproximado

Manchas e ocupação a jusante

Delimitação aproximada de inundação pelo relevo e estimativas de população residencial, escolas, unidades de saúde e endereços de trabalho.

Implementado · parcial

Comparação de dano potencial

Confronta o Dano Potencial Associado (DPA) declarado com uma classificação calculada para triagem. A classificação oficial permanece com o órgão fiscalizador.

Implementado · em avaliação

Incerteza e cenários

Analisa a sensibilidade aos parâmetros por simulações de Monte Carlo e compara alternativas de geometria do vale e ruptura durante uma cheia.

Gerado no projeto

Produtos para equipes técnicas

Plataforma, relatório técnico, guia do usuário e planilhas organizadas por órgão fiscalizador e por unidade da Federação.

05 / COMO FUNCIONA

Quatro etapas, uma análise rastreável.

O modelo analítico de atenuação de Paiva e Lima (2024) é aplicado à rede de rios. O projeto acrescenta terreno, ocupação e tratamento específico para rejeitos.

  1. 01 / DADOS DE ENTRADA

    Conhecer a barragem e o vale

    Cadastro do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), volumes e alturas; rede BHO; terreno ANADEM de 30 m; cheias regionais.

  2. 02 / PROPAGAÇÃO

    Estimar o caminho do pico

    Vazão de ruptura e atenuação trecho a trecho, com caminho local até a rede quando aplicável.

  3. 03 / EXPOSIÇÃO

    Cruzar mancha e ocupação

    Mancha pela altura acima da drenagem mais próxima (HAND), população do Censo 2022 e endereços de domicílios e serviços.

  4. 04 / PRODUTOS

    Organizar a triagem

    Mapas, indicadores, comparação de DPA, análise de incerteza e produtos por território.

HAND significa altura acima da drenagem mais próxima. O método relaciona o terreno ao nível estimado da água para aproximar a área inundada. No cenário-base, o caminho de perigo termina quando a vazão de ruptura cai até a cheia natural de dois anos.

06 / APLICAÇÕES

Apoio à prevenção e à preparação.

Usos compatíveis com os produtos existentes. Sua adoção e seus efeitos na gestão ainda precisam ser avaliados pelas equipes responsáveis.

Órgãos fiscalizadores

Priorizar verificações

Selecionar casos para revisão do cadastro e análise detalhada, considerando ocupação a jusante e diferenças entre DPA declarado e calculado.

Proteção e Defesa Civil

Reconhecer áreas a estudar

Identificar municípios e serviços que merecem avaliação local para subsidiar planos de contingência, em articulação com o PAE e os mapas oficiais.

Equipes técnicas e pesquisa

Aprofundar os estudos

Comparar cenários e incertezas para orientar onde obter dados melhores e desenvolver modelagem hidráulica específica.

07 / MÉTODO, DADOS E LIMITES

Resultados úteis exigem
limites explícitos.

A triagem usa bases nacionais e hipóteses simplificadas. O resultado precisa ser interpretado com a documentação e confirmado por estudos locais.

Dados que sustentam a análise

Barragens e rede hidrográfica
Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), base identificada no projeto como RSB 2026 e BHO 2017.
Terreno e cheias
Modelo de elevação ANADEM de 30 m e estimativas regionais do projeto FERAH.
Ocupação
Grade Estatística e Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE), ambos referentes ao Censo 2022.
Comparação e contexto territorial
Manchas de PAE da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) de Minas Gerais; áreas urbanas MapBiomas; Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC).

O que a avaliação já mostra

O projeto comparou suas manchas com 134 manchas de Plano de Ação de Emergência (PAE) em Minas Gerais. Essa comparação avalia a concordância entre modelos, sem certificar o resultado como mapa oficial.

CSI mediano: 0,34

Índice de Sucesso Crítico (CSI): concordância espacial no domínio percorrido pelo modelo. Varia de 0 a 1; não é um percentual de precisão. A avaliação aponta divergências de largura e alcance.

400 rodadas

Simulações de Monte Carlo com recálculo de exposição e DPA. Investigam a incerteza dos parâmetros; não cobrem todas as simplificações do modelo.

Tempos de chegada: cautela necessária.

São estimativas da chegada do pico, e não da frente da onda. A avaliação histórica identificou tempos excessivamente longos em grandes rios com a geometria do cenário-base. A largura do vale medida no terreno está em avaliação. Esses tempos não devem orientar alertas ou evacuação operacional.

Uma triagem não substitui o estudo de ruptura nem o PAE

A plataforma não prevê quando uma barragem romperá, não estima sua probabilidade de falha e não emite alertas. As manchas são aproximadas e não substituem modelagem hidráulica específica, mapa oficial de inundação ou Plano de Ação de Emergência.

A exposição é uma estimativa, com referência em 2022

A população é residencial, estimada pela distribuição da Grade Estatística entre endereços do CNEFE. Não representa ocupação atual em tempo real. Endereços de trabalho não equivalem a número de trabalhadores; turistas e ocupações temporárias não são contabilizados. As somas nacionais por barragem podem repetir pessoas expostas a mais de uma estrutura.

O DPA calculado é parcial e não redefine a classificação oficial

O projeto aplica critérios da Resolução CNRH nº 241/2024 como apoio à triagem. Rodovias, terras indígenas, comunidades tradicionais e outros elementos ainda não estão plenamente incorporados. Hipóteses e lacunas devem ser revistas pelo órgão fiscalizador antes de qualquer conclusão regulatória.

O relevo e o escoamento têm simplificações

O terreno tem resolução de 30 m. A propagação e o HAND não reproduzem integralmente efeitos em duas dimensões, remanso ou o comportamento da lama de rejeitos. Coordenadas, alturas e volumes imprecisos afetam os resultados. Onde falta mancha HAND, usa-se um corredor aproximado junto ao rio.

08 / DESENVOLVIMENTO

Uma base implementada.
Uma avaliação em curso.

Situação documentada em 30/09/2026. A plataforma e os produtos existem; a metodologia segue em desenvolvimento e validação. Não há operação institucional consolidada confirmada nos materiais consultados.

Implementado

Produtos e processamento

  • Processamento nacional do cadastro e da rede.
  • Manchas HAND e exposição estimada.
  • Plataforma, relatório, guia e planilhas.
  • Comparação com PAEs e simulações de incerteza.
Em avaliação

Método e cenários

  • Geometria do vale medida no terreno.
  • Tempos de chegada frente a eventos históricos.
  • Ruptura durante cheia e sensibilidade das manchas.
  • Revisão técnica proposta ao IPH/UFRGS.
Próximas etapas propostas

Aprofundamento e integração

  • Ampliar a validação com barragens de água.
  • Completar critérios e bases para o DPA.
  • Incorporar terreno de maior resolução onde necessário.
  • Definir hospedagem institucional e atualização.

O IPH/UFRGS é a origem acadêmica do método e o destinatário de uma revisão técnica proposta. Os materiais não confirmam parceria institucional formal nem conclusão dessa revisão.

09 / MATERIAIS E REFERÊNCIAS

Conheça os produtos.
Consulte as fontes.

Materiais do projeto

Os três materiais estão registrados na documentação com acesso privado. Requerem compartilhamento na plataforma de origem; links abrem em nova aba.

Plataforma Perigo a Jusante Mapas, indicadores e cenários · acesso restritoRelatório técnico-científico Método, resultados e limitações · acesso restritoGuia do usuário Orientações sobre a plataforma e os produtos · acesso restrito

As planilhas por fiscalizador e por unidade da Federação foram geradas no projeto. Não foi identificado um endereço público de distribuição.

Referências técnicas e dados

Fontes de método e dados. A implementação e os números desta página são sustentados pelos materiais do próprio projeto.

  1. A simple model of flood peak attenuationPaiva, R. C. D.; Lima, S. G. · Water Resources Research · 2024
  2. Height Above the Nearest DrainageNobre et al. · Journal of Hydrology · 2011
  3. Qualidade dos dados de elevação e mapas por HANDAristizabal et al. · Hydrology and Earth System Sciences · 2024
  4. Tailings dams failures: discharge volume and runoutConcha Larrauri, P.; Lall, U. · Environments · 2018
  5. Resolução CNRH nº 241/2024Conselho Nacional de Recursos Hídricos · critérios de classificação · 2024
  6. Grade Estatística 2022: notas metodológicasIBGE · divulgação da atualização em 2025 · dados do Censo 2022
  7. Censo 2022: Cadastro Nacional de EndereçosIBGE · CNEFE · 2024 · dados do Censo 2022
  8. Segurança de Barragens no BrasilAgência Nacional de Águas e Saneamento Básico · portal institucional · consulta em 2026
Translation notes译文说明

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