Fluxos de detritos estão entre os processos mais destrutivos da região serrana do Rio de Janeiro, do litoral paulista e de outras áreas de encosta do Brasil. Eles nascem em pequenas bacias íngremes, ganham volume ao longo do talvegue e depositam material onde o vale se abre, muitas vezes sobre áreas ocupadas.
A cooperação Brasil–Japão (Projeto GIDES) trouxe a experiência japonesa de barreiras SABO, obras de contenção de sedimentos construídas no próprio talvegue. Para orientar onde essas obras fazem sentido, a SEDEC/MIDR, a JICA e o SGB publicaram o Manual de mapeamento simplificado: um roteiro de escritório que, a partir do relevo, da drenagem e da ocupação, identifica e prioriza os talvegues suscetíveis.
O roteiro é claro, mas manual: dezenas de operações em SIG, critérios numéricos aplicados a milhares de pontos e contagens de exposição por polígono. O sabo-mapper foi criado no DPM para executar esse roteiro de forma automática, com cada parâmetro rastreável ao manual e cada resultado acompanhado de um registro de auditoria.